Grande maioria não entra no rotativo

85% dos brasileiros pagam a fatura do cartão de crédito em dia 

18/06/2026

Levantamento trimestral indica estabilidade no comportamento do consumidor ao longo dos últimos dez anos

A maioria dos usuários de cartão de crédito paga o valor integral da sua fatura no vencimento, sem entrar no crédito rotativo, segundo pesquisa realizada pelo Instituto Datafolha a pedido da Abecs, associação que representa o setor de meios eletrônicos de pagamento. De acordo com o levantamento, 85% dos entrevistados afirmam ter quitado o valor total da sua última fatura. 

Os resultados indicam estabilidade no comportamento dos consumidores em relação ao pagamento da fatura do cartão. “A Abecs realiza essa pesquisa com apoio do Datafolha trimestralmente há mais de dez anos, e o resultado sempre indica que as pessoas em geral, entre 85% e 90%, usam o cartão de crédito de maneira saudável e a favor da sua organização financeira, quitando sua fatura em dia e sem pagar juros do rotativo “, avalia Ricardo de Barros Vieira, vice-presidente executivo da Abecs.

Dados do Banco Central de abril confirmam que 74,3% de todo o saldo movimentado na carteira de cartão de crédito no Brasil são de operações sem cobrança de juros. A modalidade de crédito rotativo, frequentemente associada como o principal meio de endividamento dos brasileiros, representa apenas 2,7% do total das dívidas das pessoas físicas no País.  

A pesquisa da Abecs mostra ainda que os cartões seguem amplamente presentes na rotina dos brasileiros. Atualmente, 76% da população utilizam algum tipo de cartão para realizar pagamentos, percentual estável em relação às edições anteriores do estudo. Dados da Associação mostram que os pagamentos com cartões de crédito movimentaram R$ 810,2 bilhões no primeiro trimestre de 2026, um crescimento de 12,8% em relação ao mesmo período do ano passado.

A Pesquisa sobre Meios de Pagamento foi realizada pelo Instituto Datafolha entre os dias 9 e 10 de março de 2026. Foram entrevistadas 1.908 pessoas com 18 anos ou mais em todas as regiões do país. A margem de erro é de dois pontos percentuais, com nível de confiança de 95%.

Por Panorama