De tudo o que foi transacionado no cartão de crédito no primeiro semestre de 2026 (R$ 1,7 trilhão), 43% foi parcelado sem juros, um total de R$ 798,6 bilhões. Os dados são do balanço do setor de meios eletrônicos de pagamento da Abecs.
O parcelamento sem juros é parte expressiva dos hábitos de consumo do brasileiro, facilitando o acesso a bens e serviços de maior valor, que seriam inacessíveis ou teriam alto impacto no orçamento caso precisassem ser quitados à vista.
O levantamento detalha o perfil do parcelamento, indicando a preferência do consumidor por pagamentos a prazos mais curtos:
43,8% dos parcelamentos são em até 4 vezes sem juros
19,4% entre 5 e 6 parcelas
5,3% entre 7 e 9 parcelas
29,3% entre 10 e 12 parcelas
2,3% acima de 12 parcelas
Reflexo no varejo. “A grande concentração do parcelado sem juros ocorre em prazos curtos. Quase metade das transações é feita em até quatro parcelas e mais de 65% em até seis vezes. É um padrão que temos visto nos últimos anos e que se reflete nas ofertas feitas pelos próprios estabelecimentos na utilização da modalidade”, afirma Giancarlo Greco, presidente da Abecs.
Considerando os diferentes tipos de transação, o parcelado sem juros representa 59% dos pagamentos presenciais com cartão de crédito, 58% das transações remotas e 37% dos pagamentos por aproximação com o instrumento.
Os números reforçam a versatilidade do cartão de crédito, que oferece tanto prazo de pagamento na transação à vista como a flexibilidade do parcelamento, ambos sem cobrança de juros algum para o consumidor.
Por Panorama