A Abecs, associação que representa o setor de meios eletrônicos de pagamento, vem acompanhando as discussões a respeito da competição no setor de pagamentos eletrônicos no Brasil, sobretudo após as observações apresentadas pelo USTR sobre este segmento na última semana.
A Associação entende que a existência de múltiplos arranjos e modelos de pagamento hoje no Brasil, como o ecossistema dos cartões de crédito e débito, e o Pix, entre outros, é extremamente benéfica para o consumidor e para a sociedade.
O segmento de cartões é um dos principais vetores de inclusão financeira, acesso ao crédito e ao consumo, inovação tecnológica e formalização da economia. É uma indústria que representa cerca de 60% do consumo das famílias brasileiras e quase 35% do PIB nacional, gerando milhões de empregos no País.
O Pix, por sua vez, é um sistema inovador, desenvolvido no Brasil com ampla participação do setor financeiro nacional, que contribui de maneira relevante para a digitalização da economia e, com isso, oferece benefícios diretos para o consumidor e empresas.
A Associação, que representa cerca de 100 empresas de todo o ecossistema de meios eletrônicos de pagamento, é a favor da pluralidade e reitera que tanto o Pix quanto o segmento de cartões são soluções que podem e vão continuar convivendo na economia nacional, cada qual com suas particularidades, atributos e benefícios ao consumidor brasileiro.
A indústria inclusive já propôs ao Banco Central viabilizar a interoperabilidade entre os arranjos de cartões e o Pix, o que poderia tornar o Pix acessível a todos os brasileiros nos pagamentos por aproximação utilizando os cartões e carteiras digitais já existentes.